E Agora, Como Viveremos?

Enquete sobre o PLC 122 no site do Senado

05/11/2009 · 5 Comentários

enqueteCorre no site do Senado Federal uma enquete acerca do PLC 122, com a seguinte indagação: Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?

É momento de mais uma vez apresentarmos nossa posição contrária a essa aberração jurídica que pretende criar o crime de opinião e mitigar a liberdade de expressão no Brasil.

Então, vá lá e vote NÃO!

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Universidades desviam jovens cristãos?

29/10/2009 · 8 Comentários

 

por Valmir Nascimento

Notícia publicada em [O Galileo] diz que pesquisa realizada em 2006 por Steve Hernderson, presidente do Instituto Christian Consulting for Colleges and Ministries demonstrou que cerca de 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se afastaram da Igreja ao ingressar à universidade. A pesquisa foi também aplicada dentro das universidades brasileiras e o resultado foi o mesmo.

Relata ainda que, a pesquisa com o título ‘Uma questão de valor versus custo’, mostrou que 58¨% dos jovens cristãos se afastaram da igreja ao ingressar na faculdade, evidenciou o despreparo que muitos deles têm para enfrentar os conflitos da vida acadêmica.

O ingresso do jovem cristão no ambiente universitário por muito tempo não foi visto com bons olhos pela liderança cristã, exatamente porque a impressão que se tinha (e ainda se tem) é que a universidade “desvia” o jovem cristão, criando-se, desta forma, uma dicotomia entre fé e estudo acadêmico.

Particularmente, quando entrei para a universidade, fui muito criticado. Alguns diziam que mais cedo ou mais tarde as “letras que matam” poderiam desviar o meu foco do evangelho. Graças as Deus isso não ocorreu!

Muita coisa melhorou de lá para cá, mas ainda esse tipo de pensamento persiste na igreja. Infelizmente!

Mas, de fato, os jovens cristãos não desviam quando entram para a universidade?

Evidente. Não há para confrontar o fato de que grande parte daqueles que ingressam na universidade acabam, negativamente, ludibriados pelas más companhias e por falsas filosofias que ali são ensinadas. Entretanto, ao invés da liderança tentar proibir de jovens cristãos irem para a universidade, é preciso capacitá-los, prepará-los afim de testemunharem o nome de Cristo dentro daquele ambiente. É preciso muni-los, tanto sob o ponto de vista acadêmico quanto espiritual, para poderem “responder com mansidão e temor aquele que lhe pedir a razão da sua esperança“, como escreveu o apóstolo Pedro (1 Pe. 3.15).

É claro, o ambiente universitário é sobretudo desafiador. Mas, a vida cristã é um grande desafio. E graças a Deus existe um enorme contigente de jovens cristãos comprometidos que estão fazendo diferença dentro do campus. Pessoas que estão ali pela graça Deus e fazem a sua vontade sem nenhum temor ou vergonha por serem cristãs. Prova disso são os grupos formados por jovens evangélicos com vistas a testemunhar o nome de Cristo nas universidades, faculdades e escolas superiores, como  Agência Pés Formosos, AUNI, ABU etc.

Assim, se você é cristão universitário e está em busca de ajuda, procure um desses grupos para que, durante o seu tempo como acadêmico, para além de capacitá-los para o mercado de trabalho, seja usado também para ganhar almas.

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Sexo e livre degradação

29/10/2009 · 1 Comentário

_José_San_Martín_

Amor” [1] não é “sexo”[2]. É só olhar no dicionário. (A palavra “Sexo” relacionada a “pornografia” é o 4º termo mais buscado por crianças na internet, aponta estudo realizado pela companhia de segurança de computadores Symantec, conforme noticiado pela Agência Reuters em agosto). “Sexo” nunca representará mera cópula, coito, acasalamento — relação sexual casual. “Fazer amor” não tem nada a ver com cópula. “Ficar…” é para muitos um conceito, uma palavra completada por algum triste adjetivo, como “…sozinho(a)”, “…grávida”, após ser usado(a) e descartado(a), ainda que por livre vontade. “Transar”, que lembra negócios no mercado financeiro, nem sempre dá lucro. Talvez para vendedores “profissionais” do corpo, que usam a si próprios na transação. (Um dia terão de gastar com terapias do corpo e mente devastados ao longo dos anos). Manter a leitura →

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Os resultados da (des)educação sexual

27/10/2009 · 1 Comentário

 

E a (des)educação sexual nas escolas públicas tem mostrado a que se presta: desvirtuar a sexualidade. Mais uma prova disso é o caso envolvendo três estudantes adolescentes no Paraná, dois rapazes e uma garota de treze anos que deixaram a sala de aula para praticar sexo no banheiro. O fato, devidamento gravado, foi parar no youtube. O vídeo, menos mal, foi retirado da rede, mas circulou livremente pelos celulares dos alunos do colégio.

Mas o que isso tem a ver com a educação sexual nas escolas? Tudo! A partir do momento em que se coloca na cabeça dos alunos que o único problema com o sexo é que o mesmo seja feito sem precaução, abre-se, então, espaço para a banalização dos relacionamentos e da própria prática sexual.

É exatamente isso o que a chamada educação sexual tenta fazer:  preparar os adolescentes para a vida sexual de forma segura. Ou seja, o problema não é a prática do sexo, mas sim a forma como o mesmo é feito. Pregam limites? não! Idade mínima? Também não? Moralidade? Muito menos!

Assim, o lema da educação sexual é: Não importa como, quando, com quem ou onde fará, o que importa é que você se previna.

E assim, vão formando uma geração de jovens e adolescentes com uma concepção completamente equivocada acerca da sexualidade. Estão abarrotando suas mentes com um monte de informações e teorias liberais que destroçam aquilo que denominaram de tabus. Pensaram que a informação resolveria o problema. É, mas como dizia C. S. Lewis, há algumas décadas passadas: “Dizem que o sexo se tornou um problema grave porque não se falava sobre o assunto. Nos últimos vinte anos, não foi isso que aconteceu. Todo dia se fala sobre isso, mas ele continua sendo um problema. Se o silêncio fosse a causa do problema, a conversa seria a solução. Mas não foi”.

Não foi mesmo. As provas estão aí. E como disse a mãe da garota envolvida: “Se ninguém fizer nada, a situação vai ficar cada vez opior“.

Sob outro enfoque, o triste é que, no caso em questão, em todas as matérias publicadas na mídia secular, deu para perceber como a sociedade está completamente cega para o verdadeiro problema envolvido no caso. Em todas as publicações, o erro apontado, não foi a idade dos adolescentes ou a moralidade que o caso envolve. Não. O erro maior, segundo a mídia e os especialistas do comportamento, foi o local, a hora e a publicação na internet. Só isso!

E agora, como viveremos?

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O rosnar dos insensatos

23/10/2009 · 3 Comentários

[Eis abaixo brilhante artigo escrito pelo amigo jornalista José San Martin. Esse é um daqueles textos que vale a pena ser lido e replicado! Bíblico, crítico e elucidativo.]

_José_San_Martín_

O que há de novo no bode velho laureado, idiota-instruído, José Saramago a destilar amargura, impropérios contra Deus e a religião neste início de século? Ontem foram seus possíveis inspiradores Nietzsche, Voltaire, Hume, Russeau… Um pouco antes, o gigante Golias, o rei Senaqueribe, Herodes, os césares romanos efeminados — autointitulados deuses requerendo adoração no panteão da degradação humana. Todos mortais, falíveis. Todos adubando o solo. Todos retrocedidos ao pó.

Mas enquanto não fertiliza a terra, o oitentão Saramago prossegue na luta para manter-se vivo ao menos na mídia — já que criticar a fé cristã está na moda e dá Ibope. Sua palavras “saramargas” ganharam os jornais e revistas, inclusive da Associated France Press, que noticiou:

O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura em 1998, voltou a arremeter contra a Bíblia nesta quarta-feira, criticando sua “violência” e seu Deus, “que é uma pessoa ruim”, reavivando a polêmica levantada por seus comentários por ocasião do lançamento de seu novo livro, “Caim”. O romancista português, conhecido por suas posições de esquerda e seu gosto pela provocação, disse no domingo que a Bíblia é um “manual de maus costumes”. Seu mais recente livro conta, com bastante ironia, a história de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel.

Confessando publicamente sua tendência senil aos holofotes, o velho Saramago não foi modesto:

“Na Bíblia há crueldade, incestos, violência de todo tipo, carnificinas. Isso não pode ser desmentido; mas bastou que eu o dissesse para suscitar esta polêmica”, ressaltou.

Impossibilitado de aceitar a simplicidade do amor divino, que cura todas as feridas e dá sentido à vida, Saramago e demais almas errantes se firmam no nada para apedrejar o céu e tudo que lhes pareça obscuro. Ou que não se encaixe em seus padrões egoístas. Tomara que, pelo menos, sua boçalidade o faça feliz, tanto quanto o ateu-mor hodierno Richard Dawkins esteja se sentido melhor após emplacar ônibus com sua filosofia de desprezo a Deus…

Os tolos pensam assim: “Para mim, Deus não tem importância.” Todos são corruptos e as coisas que eles fazem são nojentas; não há uma só pessoa que faça o bem, Salmos 14.1 Bíblia na Linguagem de Hoje

Entretanto, o homem que não é cristão não pode entender nem tampouco aceitar esses pensamentos de Deus, que nos são ensinados pelo Espírito Santo. Parecem-lhe absurdo, porque só aqueles que têm o Espírito Santo de si mesmos é que podem compreender o que o Espírito Santo quer dizer. Os outros simplesmente não podem perceber, 1 Coríntios 2.14 Bíblia Viva

Desde os primeiros tempos os homens viram a terra, o céu e tudo quanto Deus fez, tendo conhecido sua existência e seu grande e eterno poder. Assim, eles não terão desculpa alguma (quando estiverem diante de Deus no Dia do Juízo).
Sim, eles bem sabiam de Deus, mas não admitiram, nem O adoraram, nem mesmo agradeceram a Ele todo o seu cuidado diário. E, depois, começaram a fazer idéias tolas de como Deus seria e o que Ele queria que eles fizessem. O resultado foi que suas mentes insensatas ficaram confusas e em trevas.
Dizendo-se sábios sem Deus, tornaram-se em vez disso completamente tolos. E então, em vez de adorarem ao Deus glorioso, vivente, tomaram madeira e pedra e fizeram ídolos para si, esculpindo-os para que parecessem simples aves, animais, serpentes e homens mortais., Romanos 1:20-23 BV

Do seu trono lá no céu o Senhor ri e zomba deles, Salmos 2:4 BLH

Cegos, obstinados em seu intelecto hesitam em prostrar diante do que lhes parece irracional: colocar a fé no único Deus e Senhor, Criador e sustentador do Universo, que requer submissão, abandono do egoísmo, a percepção ou, simplesmente, o olhar de criança. Este é ponto do viver feliz ou seguir tateando no escuro. O ideário pós-moderno, relativista, “plural”, “tolerante”, ecumênico, não pode tapar a antiga cratera do coração humano, que sempre clamará pela comunhão completadora de Deus.

Porque nEle nós vivemos, e nos movemos, e existimos! Como diz um dos próprios poetas de vocês: ‘Nós somos filhos de Deus, Atos 17:28 BV

É o que pode curar o amargor no âmago dos saramagos de todos os tempos. Não um sistema de crença bem elaborado, mas a religião no sentido primário e puro, o “religar”, o reatamento da comunhão perdida no Éden. Não um mero ritual ou estilo de vida, mas uma experiência única e pessoal com Deus. O reencontro entre Criador e criatura, somente possibilitado pela decisão desta em abrir a porta do coração ao Deus que bate (Apocalipse 3.20). Davi cantou este anseio da alma, expresso das profundezas de um coração adorador.

Como a corça procura ansiosamente um riacho, assim eu Te procuro e desejo, Ó Deus. Sinto sede de Deus, do Deus vivo; quando será que poderei estar de novo na sua presença? , Salmos 42:1,2 BV

Ó Deus, tu és o meu Deus; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água, Salmos 63:1

Compreendo Saramago, Dawkins e seus simpatizantes. É difícil abandonar o naturalismo-evolucionismo e a teoria do acaso, romper a crosta da cegueira espiritual. É tarefa árdua a orgulhosos, ignorantes da Verdade Absoluta. Abastados em força física, ricos material ou intelectualmente não percebem sua miséria. A vida sem sentido mantida em bases frágeis, cavoucada em livros e toda uma racionalização ateísta, lhes exclui a verdadeira satisfação física, mental e espiritual. Jeremias nos alerta:

Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor, Jeremias 9:23,24 Bíblia versão Almeida Revista e Corrigida

O Senhor diz: Maldito é o homem que confia nas suas próprias forças e na capacidade humana, afastando o seu coração do Senhor, Jeremias 17:5 BV

Pois antigamente nós mesmos não tínhamos juízo e éramos rebeldes e maus. Éramos escravos das paixões e dos prazeres de todo tipo e passávamos a nossa vida no meio da malícia e da inveja. Os outros tinham ódio de nós, e nós tínhamos ódio deles, Tito 3:3 BLH

O conhecimento humano se supera em prover praticidade, conforto, longevidade. Porém, tanto conhecimento sem a sabedoria divina correspondente tem levado as pessoas a se degradar na modernidade vazia. A multiplicação de Ciência e iniquidade (pecado calculado, consciente) redunda inevitavelmente em ódio, violência e desrespeito.

E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará, Daniel 12:4 Almeida Corrigida e Fiel

E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará, Mateus 24:12 ACF

Logo, por exemplo, a maior revolução na comunicação — a internet — ofereceu condições à multiplicação dos lucros da indústria pornográfica. E de roldão beneficiou pedófilos, maníacos e toda sorte de fraudadores do próximo incauto, ingênuo.

Veículos supervelozes, luxuosos e computadorizados trombam nas avenidas e rodovias na matança diária que supera as guerras mais sangrentas. O ser humano tem o cérebro cheio de ciência, mas o coração vazio de Deus e qualquer significado que valha a pena. A corrupção generalizada de agentes do Estado pessoas diplomadas ou que nunca foram à escola ofusca a tecnologia galopante. O velho ser humano prossegue ao abismo caso não se renda ao Senhor que pode transformá-lo em uma nova criatura.

Jesus respondeu: Com toda a sinceridade que tenho, digo-lhe isto: Se você não nascer de novo, nunca poderá entrar no Reino de Deus. O que Eu lhe estou dizendo tão sinceramente é isto: Se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.
Os homens só podem reproduzir a vida humana, mas o Espírito Santo dá a vida nova do céu. Portanto, não se admire da minha declaração de que você precisa nascer de novo!
Assim como você pode ouvir o vento, mas não pode dizer da onde ele vem ou para onde vai depois, assim é com o Espírito. Nós não sabemos qual é a próxima pessoa a quem Ele concederá esta vida do céu, João 3.3,5-8 BV

Saramago, assim como outros, podem lá ter suas broncas contra um clero celibatário repleto de abusadores de criancinhas. Pode condenar a maldita Inquisição tão nojenta quanto os esquadrões da morte ou a Justiça que se presta aos ricos. Pode apontar o dedo a charlatões neopentecostais que usufruem da boa fé dos fiéis. Pode arrolar inumeráveis falhas humanas entre aqueles que se postam como profetas da divindade num mundo decadente. Concordamos nesse ponto. Mas o que o Deus revelado nas Escrituras tem a ver com isso?

Saramago, Dawkins e seus seguidores hoje podem continuar jogando com palavras, manipulando fatos históricos. Faturando em favor de sua causa perdida. Advogando a idéia de que chegamos até aqui por pura sorte por sermos “mais fortes”. Mas a ênfase na teoria do acaso só transforma seus pensamentos igualmente em acaso desprezível. Sempre haverá o outro lado, a única Opção à descrença.

Podem rosnar como um Golias amedrontador. Mas a Verdade sempre prevaleceu e prevalecerá na simplicidade de um menino cheio de fé. Nas frases mais elementares do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. No amor de Deus, simples e acessível a todos. A humildade diante da qual o Império Romano e sua glória se transformaram em pó ou mero objeto de estudo.

Naquele momento, pelo poder do Espírito Santo, Jesus ficou muito alegre e disse: — Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos. Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso, Lucas 10.21 BLH

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna, João 3.16 ARC

José San Martín
“Consagro a Deus o que escrevi”

Por favor, reproduza nossos conteúdos à vontade, mas dê os devidos créditos ao autor e ao blog http://www.josesanmartin.com.br/ . Comente no espaço abaixo ou entre contato conosco pelo e-mail: josesanmartincaminaneto@gmail.com – Deus o(a) abençoe!

 
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Perda de credibilidade de parte da mídia americana

19/10/2009 · 2 Comentários

Fonte: CPAD

Editorial Mensageiro da Paz -Ano 79 – nº. 1493

Em 12 de setembro, cerca de 2 milhões de americanos saíram às ruas de Washington DC para protestar contra o governo do presidente Barack Hussein Obama. Os motivos do protesto eram três: primeiro, as medidas liberais (na área social) que o governo tem tomado (financiamento público de ONGs pró-aborto, autorização para destruição de embriões para produção de células-tronco, instituição de junho como mês gay nos EUA, afastamento paulatino de Israel etc); segundo, suas medidas econômicas, que têm aumentado a dívida pública americana; e terceiro, e principalmente, o projeto de criação de um Sistema de Saúde estatal com custo de 900 bilhões de dólares aos cofres públicos, o que acarretará um aumento de impostos para a população.

A proposta de criação de um Sistema de Saúde estatal não é de todo um erro. E, aperfeiçoado, o atual projeto até é bom. O problema é a ideia de implantar esse Sistema de Saúde agora, exatamente em uma época em que o governo americano está sangrando financeiramente. Se tal proposta fosse feita em uma época de prosperidade financeira, um pacote de quase 1 trilhão de dólares para criar tal sistema não seria tão difícil de ser aprovado. O problema é que não faz um ano que o Congresso dos EUA aprovou trilhões de dólares em pacotes de salvamento para a economia, fora o aumento dos gastos mensais com as tropas no Afeganistão e Iraque, e os gastos com a estatização temporária de bancos, seguradoras e empresas automobilísticas.

Bem, diante de um cenário nacional de convulsão como esse, qual deveria ser a função da mídia americana? Ouvir os dois lados da questão. Porém, a mídia impressa e televisiva dos EUA, majoritariamente ligada ao Partido Democrata (do presidente Obama), tem preferido amenizar as críticas da população às medidas do presidente. Em alguns momentos, chega mesmo a ironizar as manifestações de insatisfação da população. O resultado disso é que pesquisas recentes mostram que a credibilidade da mídia impressa e televisiva dos EUA diante do seu próprio povo é das piores do mundo.

Uma pesquisa de opinião realizada pelo Pew Research, e divulgada em 13 de setembro, revela que a confiança do público americano nos meios de comunicação caiu para o nível mais baixo dos últimos 24 anos. Enquanto, em 1985, 55% dos americanos criam que a imprensa escrita e televisiva de seu país transmitia os fatos de forma honesta, hoje apenas 29% acreditam nisso; 63% dos americanos crêem que as notícias são, na maioria das vezes, inexatas e 74% dizem que, também na maioria das vezes, um lado é favorecido sobre outro nas notícias.

O protesto de 12 de setembro, por exemplo, de que falamos no início, foi mencionado pelos jornais e programas pró-Obama fugazmente e como tendo sido uma manifestação envolvendo apenas “dezenas de milhares” (sic). Ora, a própria Polícia do Congresso dos EUA calculou um mínimo de 1,2 milhão de pessoas na manifestação. O correspondente nos EUA do jornal britânico Daily News calculou com especialistas 2 milhões de pessoas. Mas, para a imprensa pró-Obama, “milhares”. Essa é uma das razões pelas quais a mídia americana está cada vez mais desacreditada diante do seu próprio povo.

 Fonte: CPAD

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Música, sexo e loucura

17/10/2009 · 2 Comentários

Fonte: Veja (Humberto Michaltchuk )

 Fonte: Veja (Humberto Michaltchuk )

por Valmir Nascimento

Até que ponto vai a busca desenfreada dos jovens na procura por recursos (leia-se: entorpecentes) que proporcionem mais prazer, vigor físico e “novas sensações”? É difícil dizer, afinal dia após dia observamos o surgimento de novas práticas entre jovens e adolescentes as quais demonstram que não existem limites para a busca da alegria efêmera, principalmente nas ditas baladas, noitadas e raves.

Nesse sentido, é uma matéria desta semana da Veja (Música, sexo e loucura), a qual denuncia que para potencializarem o efeito de drogas como o ecstasy e a cocaína, jovens as misturam a anestésicos de uso veterinário, remédios para impotência e até medicamentos para tratamento de aids.

Segundo a matéria: “Fazem parte da natureza dos jovens a imprudência e o desejo de experimentar novas sensações. Resultado frequente da combinação desses fatores, o uso de drogas, sobretudo nas baladas ou “nights”, tornou-se prática tão comum que a maioria das casas noturnas faz vista grossa para elas. Só que agora a imprudência e a vontade de experimentar sensações desconhecidas vêm conduzindo os frequentadores de clubes e raves a um comportamento de duplo risco: além de usarem nas pistas substâncias ilegais de todo tipo, muitos passaram a misturá-las com um coquetel de drogas farmacêuticas de acesso fácil e efeitos, algumas vezes, devastadores. Anestésicos de uso veterinário, remédios para impotência e até medicamentos para tratamento de aids ingressam facilmente nos clubes para ser consumidos com cocaína e comprimidos de ecstasy.”

Nos Estados Unidos, relata a revista, o uso “recreativo” de analgésicos – ingeridos sozinhos ou misturados a outras drogas – já é a causa de 40% das 22 400 mortes anuais provocadas por overdose. “Alguns desses analgésicos têm toxicidade superior à da heroína vendida nas ruas”, diz McLellan. No Brasil, vem se popularizando nos clubes noturnos o coquetel conhecido por “bomba”. Vendido a 200 reais, ele inclui uma cápsula de ecstasy, uma pílula para impotência e dois comprimidos de antirretrovirais. A lógica distorcida por trás do uso da combinação é que o remédio contra a impotência evita o efeito vasoconstritor do ecstasy e possibilita a ereção, enquanto o antirretroviral “protege” contra o vírus HIV em uma eventual relação sexual sem camisinha. “O uso conjunto dessas drogas é um desvario”, diz o infectologista Juvencio Furtado, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. No Brasil, médicos de fato prescrevem antirretrovirais para quem não tem o vírus HIV e foi, ou pensa ter sido, exposto a ele – caso de mulheres que sofreram abuso sexual ou de profissionais de saúde que foram vítimas de acidentes durante uma cirurgia, por exemplo. Para evitarem o contágio, eles usam um coquetel de três antirretrovirais – mas ao longo de um mês, e não por uma noite. “Não há nenhuma comprovação de que uma única dose de antirretroviral antes de uma noite de sexo sem proteção produza efeito”, diz o infectologista Artur Timerman.”

É quase díficil acreditar, mas é examente isso o que está acontecendo: insatisfeitos em fazerem uso de somente um tipo de droga (que já é um grave erro) alguns jovens estão fazendo verdadeiros coquetéis de entorpecentes a fim de “revigorar suas forças” para as baladas, usando até mesmo medicamentos veterinários e, de quebra, tentando se resguardar contra a AIDS (como um salvo conduto para o sexo irresponsável), equivocadamente ingerem medicamentos antirretrovirais.

Fonte: Veja

Fonte: Veja

Caro leitores, essa situação é triste, deplorável e demonstra qual a perspectiva de vida que boa parte dos jovens de hoje possuem. É a busca pela felicidade passageira; o prazer ilimitado e a sexualidade irresponsável.

É motivo de choro alguns depoimentos que constam da matéria. Segundo a revista: “Muitas vezes, os jovens optam por consumir as drogas antes de chegar à balada, nos chamados encontros de “esquenta” ou “chill-in”, na casa de amigos. Foi numa dessas reuniões pré-balada que a vendedora Letícia, de 20 anos, chegou a misturar quatro tipos de droga, além do álcool: “Cheirei cocaína, fumei maconha, tomei ácido e ecstasy, tudo de uma vez”. O resultado foi uma “bad trip” da qual ela não gosta nem de se lembrar. “Agora, só misturo cocaína com álcool – e para poder cheirar mais”, diz.”

Em outra parte da matéria é dito o seguinte: “São 3h15 da manhã num dos mais conhecidos clubes de música eletrônica em São Paulo. Para a maioria dos presentes, a noite mal começou. Para outros – como as duas garotas na faixa dos 20 anos que cambaleiam pela pista, despejando vodca em quem quer que passe à sua frente –, ela já está prestes a acabar. “Usamos bala (ecstasy) e tomamos três copos de vodca”, diz Júlia, uma das meninas. “O problema é que não jantamos antes de sair de casa por causa da dieta”, justifica-se. Depois de ver a amiga tateando o ar e cair mais de sete vezes no chão, ela decide pagar a comanda e partir num táxi, a salvo – pelo menos até a próxima festa.”

Percebam o que a Júlia diz: “O problema é que não jantamos antes de sair de casa por causa da dieta”.

Não, Júlia! O problema não é que vocês não jantaram. Se esse fosse o seu problema, tudo estaria resolvido. A questão é que você, juntamente com suas amigas escolheram uma vida cujo fim pode ser trágico. O problema é que falta a você, tanto quanto a suas amigas e amigos de balada, um propósito verdadeiro de vida, de modo que sua existência tenha verdadeiro sentido, e isso, colega, somente é encontrado em Cristo!

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O livro didático dos insultos

16/10/2009 · 3 Comentários

criança

por Joêzer Mendonça

A escola está desesperada. Como o aluno parece mais interessado em atualizar suas fotos no Orkut, os pedagogos acreditam que a escola precisa falar o idioma natural infantojuvenil para fazer o estudante de muito MSN e poucos engenhos se interessar pelo idioma natural acadêmico. A novidade é simples: se “todos” falam palavrão, então que os livros didáticos também falem palavrões.

Apesar do que sugerem expressões fortes como “os catetos da hipotenusa” ou “ácido desoxirribonucleico” ou, tirem as crianças do blog, “oração coordenada sindética aditiva”, os palavrões nesses livros são mais prosaicos.

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Mercado e família

15/10/2009 · Deixe um comentário

TV

Rubem Amorese

O divórcio cresceu, no Brasil, de 3,3 para 17,7 em cada 100 casamentos, entre 1984 e 2002, de acordo com a pesquisa patrocinada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).1 Descobriu-se uma correlação significante entre a chegada da televisão e o aumento dos divórcios.http://idbdocs.iadb.org/wsdocs/getdocument.aspx?docnum=1856109 Manter a leitura →

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Deus está certo. Sempre

03/10/2009 · 5 Comentários

José San Martin

Século 21. É alentador constatar que as vozes modernas mais contundentes em defesa da verdade bíblica não estão a sair apenas da boca de pastores, apologistas, intelectuais cristãos, crentes fundamentalistas, pessoas beatas ou senhoras carolas e ingênuas. Neste momento em que religião, fé, igreja e seus derivados são ridicularizados como símbolo de “atraso” e “obscurantismo”, a geração pós-moderna tem de se dobrar às provas de que sua maneira de viver é um “correr atrás do vento”. Não tem futuro. Leva à morte física e espiritual. É o que dizem pesquisas científicas. É o alerta de doutores não-religiosos. São as pedras clamando num mundo que se esqueceu de Deus.
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Direitos do consumidor religioso

25/09/2009 · 12 Comentários

clientespor Valmir Nascimento

Ninguém tira da minha cabeça que em pouco tempo o Poder Judiciário criará uma nova espécie de Juizado Especial: Juizado Especial do Consumidor Religioso. Digo isso porque a proliferação do evangelho pragmático e a transformação do evangelho em produto atribuiu à  fé religiosa características de verdadeira relação de consumo, onde as igrejas oferecem benesses em troca da contribuição do crente. Quanto mais você contribue, mais você ganha. Quanto mais você paga, mais você recebe.

Consumidor, segundo o CDC – C’ódigo de Defesa do Consumidor, é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final (art. 2°.).

Fornecedor, diz o art. 3°, é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. ( § 1°)

Pelas definições do CDC, o evangelho pragmático (repito: aquele que transformou as boas novas em produto) possui indubitávelmente todos os elementos de uma relação de consumo: consumidor (religioso), fornecedor (instituições religosas representadas por seus ungidos), produto (bênção material prometida).

Creio que essa compartimentação jurídica tornar-se-á realidade a fim de se coibir a propaganda espiritual tão em voga no tempo presente, cujas igrejas estão a apregoar o relaciomento entre Deus e o homem com contornos de negociata comercial, onde cada uma das partes possui seus deveres e obrigações. O cristão entra com a contribuição, e os apóstolos, pastores, bispos etc, responsabilizam-se pelo cumprimento das promessas propaladas (carros, casas, dinheiros etc).

Acredito, infelizmente, que atualmente já seria possível a utilização do Código de Defesa do Consumidor nas relações de consumo que envolvem a religião, levando-se em consideração que muitos dos fiéis encontram-se em verdadeira posição de vulnerabilidade perante as instituições religiosas. A vulnerabilidade, aliás, é a ratio (razão) da existência do CDC, com vistas a tutelar a parte mais fraca da relação negocial. Como bem anota Leonardo de Medeiros Garcia, “a vulnerabilidade seria o marco central para que se aplicassem as regras especiais do CDC, que visaria, principalmente, fortalecer a parte que se encontra em inferioridade, restabelecendo o equilibrio contratual“. (Direito do Consumidor, p. 20/21).

Nesse sentido, portanto, vejamos, por exemplo, o que estabelece o art. 37 do CDC, acerca da propaganda enganosa ou abusiva:

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

A publicidade enganosa é aquela capaz de induzir o consumidor a erro; e a abusiva, por sua vez, é aquela que fere a vulnerabilidade do consumidor, podendo ser até mesmo verdadeira, mas que, pelos seus elementos, como anota Medeiros Garcia, ofendem valores básicos de toda a sociedade.

No caso da propaganda abusiva, como visto, temos a situação em que o fornecedor explora o medo ou a superstição do consumidor. Daí pergunto: Será que isso existe no meio religioso? Pessoas que exploram o medo, a boa-fé e a superstição (em sentido genérico) dos fiéis? Tenho certeza que sim.

Perceba, o leitor, que não estou advogando aqui a aplicação do CDC a toda e qualquer relação entre fiél e instituição religiosa. Mas, sim, naqueles casos em que líderes inescrupulosos, que não tem nenhum temor a Deus, querem lucrar muito dinheiro à custas de pessoas simples e inocentes que agem baseados na pressão e nas falsas promessas.

Casos de crentes ingressando com ações judiciais contra igrejas para reaverem “seus investimentos” já são comum no Brasil. Em Minas Gerais a Justiça condenou a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) a devolver a um fiel todos os dízimos e ofertas doados por ele à denominação desde 1996. A sentença, da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, condenou a igreja porque o ex-fiel religioso é portador de deficiência mental, conforme comprovado por perícia médica. O valor total corrigido ainda não foi estipulado pela Justiça, mas inclui uma indenização por danos morais de cinco mil reais.

Segundo o processo, em que o rapaz é representado por sua mãe, ele passou a freqüentar a Universal e, desde então, participa assiduamente dos cultos da Iurd, onde os pedidos de dinheiro, acompanhados de promessas de bênçãos, são comuns. Apesar do salário modesto que recebia como zelador, o fiel ignorava os apelos da mãe para que não desse praticamente todo seu dinheiro à igreja.

Esse é somente um dos grandes perigos em fundamentar a devoção à Deus em uma espécie de negócio, de forma que o cristão estabeleça-se como consumidor, e a igreja como fornecedora de “bens e produtos” espirituais.

Não se concebe que as igrejas exijam contribuições dos fiéis baseado em pressões psicológicas ou então tendo como pressuposto a retribuição – com juros – do dinheiro investido. Por isso, a necessidade do ensino sobre o assunto, com fundamentação bíblica.

Nossa comunhão com Deus não pode e não deve ser sustentada tendo como base aquilo que Ele pode nos conceder como benesses, pois a Bíblia afirma que se esperarmos em Cristo somente nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (1 Co. 15.19). Nossa comunhão com Ele deve ser estabelecida por aquilo que Ele é, o Deus Supremo, e por aquilo que ele já fez, entregando seu único Filho pela nossa Salvação.

www.comoviveremos.com

[post republicado com alterações]

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Charge: Zelaya e Brasil

25/09/2009 · Deixe um comentário

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Candidatura de Marina Silva: batalha política ou ideológica?

24/09/2009 · 17 Comentários

marinaRodaViva2web

A Agência Soma noticia que “numa entrevista para um dos mais importantes programas da televisão brasileira, o Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira, 21/9, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, teve um debate acalorado com os jornalistas sobre temas relacionados à sua espiritualidade evangélica. Debateu ensino de criacionismo nas escolas, aborto, conquista do voto “evangélico”, descriminalização da maconha e células-tronco”.
   
Relata ainda, que, ”“Obscurantista” foi um dos termos usados para definir o conjunto de posições defendidas pela possível candidata à Presidência pelo Partido Verde (PV), num debate que esquentou em diversos momentos, com manifestações de irritação tanto por parte da entrevistada quanto de alguns entrevistadores. “O Estado é laico”, pregou uma jornalista. Marina concordou plenamente, mas acrescentou que ser laico não impede que pessoas de qualquer confissão de fé possam liderá-lo”.
   
Como se percebe, Marina Silva terá um duro e longo caminho até a disputa oficial das eleições presidenciais de 2010. Em todos os programas e entrevistas que participa, invariavelmente ela é chamada a responder sobre aborto, transgênicos, células tronco, descriminalização do uso da maconha e, é claro, sobre o ensino do criacionismo nas escolas públicas. Evidentemente, tudo isso ocorre em razão de Marina ser tachada de conservadora ou, como afirmam alguns, de obscurantista, tendo em conta suas posições firmes sobre temas polêmicos.

Observa-se, sem devaneios, que antes de ter uma batalha político-eleitoral pela frente, Marina Silva terá de enfrentar antes de tudo uma guerra ideológica. Em outras palavras: antes de apresentar sua proposta de governo, será obrigada a demonstrar que os elementos de sua forma de ver o mundo não levarão o país a um retrocesso. Isto é, para a mídia, o ônus da prova é dela, e não dos liberais.

Por um lado, isso é bom. Afinal, coloca em evidência e em discussão temas importantes até então analisados somente por um prisma. Por outro, comprova a falta de lógica da pós-modernidade, em que os conservadores, e não os liberais, são aqueles que precisam provar por A mais B que não provocarão danos para a sociedade em razão de sua idéias.

Nesse contexto surge a indagação: será que Marina levará adiante essa imagem de conservadora?

Essa parece ser uma zona cinzenta para a candidata (ou não?). Em matéria recente, o Estadão noticiou que num sinal de que vai trabalhar para se desvencilhar da imagem conservadora nas eleições de 2010, a senadora Marina Silva (PV-AC) negou na segunda-feira, 21, que tenha defendido publicamente o criacionismo, propôs a realização de um plebiscito sobre a descriminalização do aborto e afirmou que nunca teve uma posição radicalmente contrária aos transgênicos. Evangélica, Marina é missionária da Assembleia de Deus e acumula em seu currículo batalhas como o combate à Lei de Biossegurança, que regulamentou o uso de transgênicos, e pesquisas com células-tronco no Brasil“.

De antemão, estou com Silas Daniel ao afirmar que a candidatura de Marina Silva é uma das grandes notícias positivas das eleições de 2010 porque, ainda que ela não ganhe, sua presença, além de elevar o nível dos debates presidenciais do próximo pleito, desestabiliza ainda mais a candidatura Dilma Rousseff. De igual modo, admiro muito a postura de Marina de ser totalmente avessa a qualquer espécie de “messianismo” em torno do seu nome. E também, como Silas Daniel, posso ainda hoje não concordar com todos os posicionamentos da irmã Marina, mas, no geral, ela parece estar mais madura e equilibrada em relação a algumas posições outrora radicais que parecia assumir, o que nos traz alegria. De sorte que vejo-a “anos luz” à frente da maioria dos possíveis candidatos do ano que vem à presidência da República.

De outra banda, é preciso ponderar acerca de até que ponto irá a candidata para mudar a visão que a mídia tem dela. É preciso fugir do radicalismo, não há dúvidas, entretanto, é preciso muito cuidado também para não amoldar o discurso ao interesse da maioria de forma que se caia na vala comum. Não me parece ser essa a intenção de Marina, mas, sempre é bom deixar isso anotado, para que não tenhamos uma nova “garotinha evangélica”, se é que me entendem.

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Vergonha de ser virgem

24/09/2009 · 10 Comentários

Augustus Nicodemus

Alguns anos atrás fiquei estarrecido com uma estatística publicada por uma revista evangélica após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, haviam nascido em lar evangélico e eram frequentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já haviam tido sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.

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A televisão, o sexo explícito, os números do pecado e a salvação em Cristo.

21/09/2009 · 1 Comentário

por Renato Vargens

As operadoras de TV a cabo divulgaram recentemente alguns dados acerca do acesso dos assinantes de TV por assinatura aos canais que exibem sexo explicito. Os dados são preocupantes. Segundo a pesquisa, onde foram ouvidas 1.074 pessoas, os que assistem esse tipo de “programa”, são homens (74%), casados (76%), têm curso superior ou pós-graduação (63%), vivem bem (57% são da classe A, e 31%, da B) e já passaram dos 31 anos de idade (76%). Segundo dados, esses canais estão presentes em 200 mil lares.

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