Graça Preveniente

Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação. Assim como muitas outras doutrinas bíblicas, a exemplo da Trindade e da depravação total, o termo “graça preveniente” não se encontra expressamente[1] nas Escrituras, mas o ensino sim, visto tratar-se de uma categoria bíblica tácita, evidenciada por meio da interpretação sistemática do Texto Sagrado.

Uma cosmovisão distintamente pentecostal

(....) De modo mais específico, em sintonia com o tom desta obra, devo realçar o que vem sendo chamado de “cosmovisão pentecostal”, uma perspectiva que, sem menosprezar a tradição protestante maior, enfatiza as características que assinalam a diferença do movimento pentecostal em relação às demais vertentes da Cristandade; uma forma distintiva de encarar a vida... Continuar Lendo →

Seguidores de Cristo: Testemunhando numa Sociedade em Ruínas

A grande maioria de nós, cristãos, não sabe lidar muito bem com a palavra mundo. Somos rápidos em apontar suas mazelas, feiuras e horrores, mas não temos tanta habilidade assim para propor soluções genuinamente bíblicas para os seus problemas. Mas por meio da compreensão do significado do Reino de Deus poderemos compreender a vida cristã no presente século sem perder a fé e a esperança.

Pentecostalismo e Pós-modernidade, de César Moisés Carvalho

O teólogo pentecostal Gary McGee escreveu que alguém, certa vez, comentou que o “Pentecostalismo é um movimento à procura de uma teologia, como se não estivesse ele radicado à intepretação bíblica e à doutrina cristã”. Embora McGee não tenha concordado com a afirmação, é preciso questionar sobre o tipo de teologia o movimento Pentecostal estaria à procura. Se for uma teologia racionalista e antissobrenatual, do tipo que rejeita a atualidade dos dons e a experiência do Espírito, certamente não há sequer necessidade de sair em sua busca, muitos menos achá-la; por outro lado, se estamos falando de uma teologia genuinamente pentecostal, que valoriza a sua Tradição focalizada no mover do Espírito, então a assertiva talvez tenha um certo sentido. Por esse prisma, o Pentecostalismo é em grande medida um movimento à procura de uma teologia que honre o seu histórico e suas premissas fundamentais, precisamente a crença na atuação divina nos dias de hoje de modo real e não meramente em palavras. Tal procura é legítima, visto que, além de revelar um ato de humildade – diante da profundidade daquilo que se busca, destaca a identidade própria e distintiva do movimento, cuja preocupação sempre foi privilegiar a prática e o dinamismo da vida no Espírito, em detrimento da sua teorização. Até onde posso sintetizar, esta é a tônica de Pentecostalismo e Pós-modernidade: quando a experiência sobrepõe-se à Teologia (CPAD, 2017), obra do amigo teólogo César Moisés Carvalho, na qual propõe uma reflexão teológica distintamente pentecostal para tempos pós-modernos. Como nos faz saber o autor, a obra é composta de textos anteriormente escritos e que revelam duas fases na sua perspectiva teológica: A primeira contém material produzido entre 1999 e 2010, redigido “sob influência substancial da teologia reformada” (p. 13); a segunda, reúne textos de 2011 para cá, “e não mais se subordinam ao pensamento reformado, mas procura ressonância com as doutrinas mestras do cristianismo, sem necessariamente se preocupar com a ‘aprovação` epistemológica do referido grupo”.

Pentecostalismo e protestantismo

Em tempos de comemoração do aniversário da Reforma Protestante, que neste ano completa 499 anos, é comum reacender a discussão a respeito de quem faz parte da tradição protestante dentre os grupos do segmento evangélico. É uma espécie de análise do divino direito hereditário ao movimento reformista do início do Século XVI, conduzido em regra por certo elitismo teológico que insiste em monopolizar um evento que combatia esse tipo de postura. Nesta mesma época do ano passado chamei a atenção para a complexidade e heterogeneidade do movimento reformador, com implicações eclesiásticas, morais, políticas e econômicas. Em seu cerne estava o protesto contra a corrupção religiosa e a venda de indulgências pela igreja, assim como a defesa de que cada cristão pudesse, por si só, ler e compreender as Escrituras. A Reforma combateu, entre outras coisas, a autoridade central e o monopólio clerical como fonte única e oficial de interpretação da Bíblia.

A secularização e a dessacralização da teologia

Depois da secularização da sociedade, vivemos o tempo da secularização da teologia. Ou então, a dessacralização da religião. Se a teologia transforma Deus em mero coadjuvante do seu estudo, então não há razão para ser chamada por este nome. Um estudo onde são priorizados os efeitos sociais da religião, em detrimento da sua causa principal, que é Deus, talvez deva ser chamado não de teologia, mas de religiologia.

Graça Preveniente: Um estudo sobre o gracioso agir de Deus para salvação humana

Nesta obra, o autor descortina um dos belos aspectos do favor imerecido de Deus: a graça preveniente. Trata-se de uma doutrina extraída das Escrituras que revela a forma graciosa do agir de Deus para a salvação do homem, mediante sua iniciativa e capacitação espiritual, para que o pecador se arrependa e se converta a Cristo. Com uma abordagem contundente e vigorosa, o autor resgata a historicidade do conceito da graça preveniente na história da tradição cristã, dando ênfase ao pais da igreja e à teologia de Jacó Armínio e John Wesley, enaltecendo a convicção bíblica e factual dos efeitos devastadores decorrentes da queda no pecado e da completa incapacidade do homem de conseguir o favor divino, seja pensar, querer, ou fazer, por si mesmo, o que é realmente bom, necessitando para tanto da benevolência prévia e contínua de Deus. Além das abordagens histórica e doutrinária, o livro traz ainda um conteúdo biblicamente consistente do Texto Sagrado, analisando hermeneuticamente diversas passagens das Escrituras sobre a graça preveniente.

Modéstia cristã: como isso se relaciona com a juventude?

Modéstia é uma daquelas palavras que em nosso tempo perdeu quase que completamente o seu real significado. Na grande maioria das vezes ela é empregada com uma conotação negativa. “Não seja modesto”, dizemos para alguém que está acanhado. Falamos“modéstia à parte” quando queremos justificar alguma de nossas qualidades. Chamamos de “falsa modéstia” a atitude falsa e hipócrita de alguém. Hoje em dia, portanto, essa palavra é entendida como sinal de acanhamento, timidez social, fraqueza e até mesmo de fingimento. Algo que as pessoas não devem querer ter e muito menos cultivar.

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