Os perigos do evangelho pragmático (2)


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Teologia Pragmática Pós-moderna

No âmbito teológico o pragmatismo também vem ganhando espaço. Em A Sedução das Novas Teologias Silas Daniel descreve a forma como vários princípios da pós-modernidade estão invadindo as igrejas e afetando negativamente a Teologia. Ele cita um série de vertentes teológicas que foram criadas exatamente para atender as demandas do nosso tempo. Em suas palavras, “entorpecidos por essas falsas necessidades que nos são impostas, muitos cristãos no Ocidente estão flexibilizando sua fé, mudando sua mentalidade em relação à Bíblia, à Igreja e à Deus, e isso, infelizmente, já está acontecendo também no Brasil. Esses cristãos, cujo número cresce cada vez mais, são os seguidores do que denominamos teologias pós-modernas, que nada mais são do que tentativas de adaptar o evangelho a essas ditas “demandas”, ou seja, aos princípios da pós-modernidade“.

Na esteira desse raciocínio, outra espécie de demanda da geração atual pode ser vista na busca do homem por algo espiritual que funcione e lhe traga benefícios imediatos. O pensamento religioso vigente funda-se na idéia de que para ser válida uma crença necessita invariavelmente ser prática, útil e que atenda todas as suas expectativas. Infelizmente, com o propósito de atender essa falsa necessidade muitos ministérios cristãos acabaram por se curvar ao anseio social, adotando o que podemos chamar de teologia pragmática, recheada de discursos e métodos orientados fundamentalmente para os resultados e para a felicidade imediata.

Noutros termos, muitos ministérios evangélicos enveredaram-se pelo caminho das estratégias de mercado para arrebanhar mais seguidores, ou aderiram ao movimento chamado “a igreja ao gosto do freguês” conforme denominou T. A. McMahon ; o que segundo ele tem invadido muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing voltadas para os “consumidores espirituais”, enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do “consumidor” como seu principal ponto de interesse, cuja abordagem centra-se na gratificação imediata, nas bênçãos terrenas e no “sentir-se bem consigo mesmo”. Nesse compasso, as assim chamadas “megaigrejas” adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica, auditórios para concertos e produções teatrais e franquias do McDonalds tudo para agradar os seus “clientes”. Com isso, na liderança aparecem novos profetas/ungidos/visionários. Administradores de igreja, no lugar de pastores de ovelhas. Gerentes eclesiásticos, ao invés de servidores do próximo. Componentes de organizações ao invés de membros de um organismo. Personal Trainner Espiritual ao invés de ministros do evangelho. Gostam de números, não de vidas. Amam o status, não as almas.
 
[continua]

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