A intolerância política revolucionária


A intolerância política revolucionária
 
Um dos temas tão caros à mentalidade revolucionária é a questão da tolerância, à custa de tal avançaram sempre as forças subversivas de usurpação em usurpação, porém, os pérfidos liberais assim que ocuparam os lugares de poder, através de revoluções sustentadas pela manipulação das forças da mediocridade e dos desgraçados menos esclarecidos, todos subjugaram e cometeram todo o género de vilezas fazendo imediatamente rolar cabeças, ora dos seus adversários, ora dos seus dissidentes. Aos milhões de inocentes vítimas da fúria revolucionária o mundo moderno fecha os olhos. Só os comunistas mataram mais de 100 milhões de pessoas. Em nome da tolerância e de outras abstracções como a liberdade e a igualdade, os mestres da mentira impuseram aos soberanos e aos povos a obrigação dos nefastos preceitos revolucionários. A confusão e a desordem promovida pelo exército Anticristo, composto pelos promotores da insubordinação, da transgressão e das mais espantosas ignomínias, instalou-se rapidamente a fim de no futuro impor uma Nova Ordem Mundial que concluirá o processo de retirada do poder das mãos de muitos para o concentrar ou num restrito comité, ou num único homem ou Besta. Seguiu-se a imposição do ateísmo, a descristianização da Europa tornou-se uma obsessão, ainda em nome da tolerância revolucionária se proíbem actualmente todas as ideologias e ideais antiliberais. A defesa de Deus, da Pátria e da Família é hoje uma missão quase impossível e restringida apenas a alguns lugares sagrados e a alguns locais de reunião à margem da sociedade; todos os que se apresentarem com ideias fora dos ditames do politicamente correcto são imediatamente classificados de extremistas, perigosos radicais, fundamentalistas, terroristas, etc.

A intolerância para com a autoridade e a ordem ultrapassa todos os limites admissíveis, prefere-se a injustiça para com o cidadão honesto à justiça para com os criminosos, o crime compensa e avança impunemente, assim, neste tempo onde os ferozes revolucionários são reis riem-se os ímpios, choram os justos. Nas escolas públicas os programas são descaradamente tendenciosos e omissos em relação à verdade, enquanto a repressão para com aqueles que colocam questões pertinentes é assustadora, ai de alguém que ouse questionar as utopias revolucionárias. Nas faculdades colocam-se palas aos alunos como em burros e só se vêem os filósofos iluministas, Marx, Kant, Freud e toda a colecção de frustrados e de espíritos corrompidos pelo baixo carácter mais dominado por vícios do que virtudes. Quando o assunto é cultura tudo o que seja susceptível de desmascarar as mentiras revolucionárias ou é interdito, ou camuflado, ou omitido. Repare-se como as grandes livrarias promovem os grandes ícones da esquerda radical e silenciam os autores mais tradicionalistas. O mesmo se passa na música e nas restantes vertentes culturais, só aparece o que os reis revolucionários consentem. Os comentários dos leitores que os jornais on-line possibilitam podiam ser uma solução para o pensamento livre, infelizmente, as opiniões que divergem das imposições revolucionárias são frequentemente censuradas e não publicadas. Noutra frente, os raros cartazes políticos que não se subjugam às vontades revolucionárias são rapidamente removidos ou destruídos.

Um lema forte revolucionário, máxima conhecida de todos os tiranos, é «Dividir para Reinar», a força da união é pois inimiga de morte da mentalidade transgressora. O individualismo exacerbado e a luta de todos contra todos é agora uma realidade. Falam-nos finalmente em crise, crise engendrada propositadamente e não inocentemente, mas as soluções para sair da crise liberal-revolucionária ninguém as ouve porque os órgãos de informação revolucionários não permitem. As soluções obviamente que existem mas não interessam aos reis revolucionários pois isso atrasaria os seus planos para a obtenção do poder total sobre todo o globo terrestre. A censura é mais forte agora do que em qualquer outra época embora poucos disso se apercebam.
 
Impõem-nos, os fanáticos das liberdades e igualdades, o abominável multiculturalismo e fazem-nos esquecer os vitais princípios de afinidade que nos identificam com os nossos semelhantes, a defesa da identidade nacional está proibida. Por outro lado, nunca as escassas riquezas do povo se encontraram tanto a saque como agora, a delapidação dos recursos atingiu já um nível elevado de insustentabilidade, e o consumismo destrói todas as famílias, porém ilude-se as pessoas apelando ao pensamento positivo, dizendo que tudo está bem e que é preciso mais fé no progresso. Neste ambiente estapafúrdio, a honra, a decência, a reputação e a justiça são valores proibidos ou desencorajados, porém, devemos recordar que quando se cortam as raízes com os sagrados conhecimentos dos nossos antepassados, quando se nega a ordem, só se pode esperar o caos, o desalento e o sofrimento.

Bibliografia:
José Acúrcio das Neves, Obras Completas de José Acúrcio das Neves, Edições Afrontamento, Porto.

Posted via email from E Agora, Como Viveremos?

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