CRISTÃOS, MAS NÃO ALIENADOS


Por Deivinson Gomes Bignon 

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Você se considera uma pessoa alienada?

O alienado é aquele que se mostra indiferente em relação a tudo o que acontece ao redor. É aquele que está sempre dormindo quando tudo acontece à sua volta. Quando Paulo disse que os crentes devem despertar do sono “Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos” (Rm 13.11), ele tinha em mente a sonolência espiritual dos que negligenciavam sua própria fé, e, por causa disso, não perceberam que tudo mudou à volta deles.

Mas, como ouvir o recado de Deus para as questões difíceis de nossa época? Vivemos a chamada pós-modernidade. Para ouvir a voz de Deus, primeiramente você precisará entender bem o conceito de pós-modernidade e suas contradições, para que, depois, possa definir a sua posição como seguidor de Cristo “desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro” (Cl 1.23).

Entendendo a pós-modernidade

Pós-modernidade é o termo usado para caracterizar o momento em que vivemos, marcado pela rebeldia e pela cultura individualista, onde tudo gira em torno do prazer e da fragmentação dos valores cristãos. Mas, o que são valores? São os princípios ou padrões sociais aceitos e mantidos por um indivíduo ou grupo social. Pós-modernidade quer dizer, literalmente, após a modernidade, ou ainda, após o modernismo.

Mas, o que foi o modernismo? Segundo a ciência, o modernismo foi o período da história humana que aconteceu depois da “Idade das Trevas” (ou Idade Média). Nesta época a ciência e a razão foram novamente valorizadas, o que caracterizou o abandono de Deus como o centro da humanidade e a inauguração de uma nova visão, em que o homem passa a ser o centro da cultura e das ciências do mundo. A partir desses acontecimentos, o homem passou a confiar apenas em si mesmo e a achar que estava sozinho no universo. Portanto, o ateísmo (crença de que Deus não existe) cresceu assustadoramente na época modernista.

O cristão e a pós-modernidade

Talvez você esteja pensando: “O que eu tenho a ver com tudo isso?” ou “Que proveito prático eu posso tirar disso para a minha felicidade pessoal?”

Somos todos influenciados pela filosofia de vida dominante na sociedade da qual fazemos parte. No entanto, você é que escolhe o nível de influência que receberá desta sociedade. “Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Cl 2.8).

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

O cristão não pode se deixar influenciar totalmente pelo que o mundo impõe como sendo a conduta ideal. Não pode tomar a forma de sua filosofia demoníaca, mas, pelo contrário, deve influenciar positivamente o mundo como sal da terra e luz do mundo que é, “Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte” (Mt 5.13-14).

Que Deus abençoe a sua vida!

Deivinson Gomes Bignon é ministro evangélico, integrante do Comitê Estadual (RJ) de referência e Apoio ao Ano da Bíblia no Brasil, é mestre em Ciências da Religião com especialização em Bíblia e é formado em Letras (Português e Literatura); exercendo as seguintes atividades: Pastor auxiliar da igreja Evabgélica Congregacional de Vila paraíso, professor, conferecencista, escritor e cartunista. Autor dos livros “Voltando para a Bíblia”, (2002), “Recados do céu: a ética profética de Deus para as grandes questões da nossa época”, (2007)

Fontes:
Revista Ultimato

Copiado do site da Agência Pés Formosos

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