MINISTRO DO ABORTO


https://i1.wp.com/acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/temporao-roosewelt-pinheiro-abr-.jpg

O Menisco, digo, Ministro José Gomes Aborto Temporão deu seu pitaco na audiência do STF sobre aborto de anencéfalos. Como esperado, ele voltou a defender a liberdade por parte da mulher em optar por interromper ou não a gestação em situações em que há constatação de malformação cerebral do feto, leia-se: direito de matar o nascituro. Argumentou ainda que o diagnóstico de casos de anencefalia é 100% seguro.

Sinceramente, gostaria que os defensores da matança de crianças falassem a mesma língua, pois, na audiência passada uma das comparsas do Ministro Temporão, Débora Diniz Rodrigues, representante do Instituto de Bioética, Direito Humano (ou desumano?) e Gênero (inventaram mais essa) , disse que a bebê anencéfala Marcela de Jesus Galante Ferreira, que sobreviveu um ano e oito meses após ser diagnosticada com anencefalia, não se tratava, na realidade, de caso de anencefalia, mas, como afirmou, se tratava de criança que apresentava cerebelo, tronco cerebral intacto e parte do lobo temporal, o que descaracteriza a anencefalia. Portanto, tinha havido erro de diagnóstico, o que, por si só, dá mais um argumento em contrariedade à impossibilidade do aborto de anencéfalo, afinal, isso colocaria nas mãos de médicos falíveis (e muitos incompetentes), a responsabilidade para dizer se era caso ou não de morte.

Mas, pedir que eles falem a mesma língua é pedir demais, afinal, eles não sabem o que dizem!

Ps1. Não acabou o debate, o Supremo Tribunal Federal (STF) dará prosseguimento no dia 16 de setembro à audiência pública que discute a possibilidade de interrupção da gravidez em caso de fetos anencéfalos (sem cérebro)

Ps2. Tá correndo um debate interessante no blog do Pr. Geremias do Couto. Vai lá!

2 comentários

  1. Eu recomendo fortemente um emocionante vídeo: http://es.youtube.com/watch?v=pJtlrYmZe6Y
    Foi feito para fomentar uma maior aceitação social das crianças na Alemanha. Foi realizado por diversos meios de comunicação privados, dentro de uma campanha que contou com o apoio de personalidades da vida pública, apresentadores de televisão e esportistas que não cobraram cachê pela sua participação. Também receberam o apoio de importantes grupos editoriais e financeiros. Desde a liberalização do aborto no país os dados oficiais falam de quatro milhões de abortos, e não é leviano dizer que a cifra real seja o dobro. Este clima tem provocado que as crianças sejam valorizadas como um efeito não desejado do prazer sexual. Curiosamente, depois da campanha, a natalidade tem crescido na Alemanha.
    Santiago Chiva (Granada, Espanha)

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