Sugestão de temas


Prezado leitor,

Você tem algum tema o qual gostaria que fosse analisado pelo blog ComoViveremos?

Se a resposta for positiva, deixe o seu comentário com a sugestão, ou com a pergunta que gostaria que fosse respondida.

Em Cristo.

10 comentários

  1. Caro irmão Valmir,

    Talvez nem como sugestão de tema, mas como questionamento mesmo queria saber sua opinião de como a igreja, ou o cristão, pode ser cura em meio a um mundo tão canceroso moralmente e espiritualmente.

    É bastante fácil enxergar a diferença que os cristãos fazem nas pequenas cidades, mas como fica o quadro nas grandes metrópoles?

    A Paz do Senhor,
    Atenciosamente,
    Fernando.

  2. Porque não vemos mais conversões nas igrejas? Qual é o motivo pelo qual os cristãos não estão mais evangelizando? Agradeço pela oportunidade.

  3. A paz Valmir!

    Sempre temos matérias, estudos, artigos…sobre o homossexualismo. Não é possível desenvolver esse tema na rádio nazareno? Especialmente no programa cidade cidadão? Ou pode causar penalidades, reprimendas coisas desse tipo?

    Abraços
    Geziel

  4. Geziel,

    Ótima proposição. Recentemente falamos sobre assunto, in passant, no programa. Ainda precisamos fazer uma programação específica sobre o assunto.

    Na pz

  5. Fernando,

    Cura para o mundo moderno

    Resposta à pergunta de leitor

    Pergunta:

    Caro irmão Valmir,

    Talvez nem como sugestão de tema, mas como questionamento mesmo queria saber sua opinião de como a igreja, ou o cristão, pode ser cura em meio a um mundo tão canceroso moralmente e espiritualmente.

    É bastante fácil enxergar a diferença que os cristãos fazem nas pequenas cidades, mas como fica o quadro nas grandes metrópoles?

    A Paz do Senhor,

    Atenciosamente,
    Fernando

    Prezado Fernando,

    Sua pergunta é pertinente, e revela a preocupação de muitos cristãos sinceros nos dias em que passamos, inseridos numa sociedade pós-moderna, relativista, hedonista, pragmática e pluralista, onde a moral foi relegada ao segundo plano das discussões sociais, acarretando, consequentemente, como você diz, doenças morais e espirituais.

    Prima facie
    , essa preocupação por parte dos cristãos – atuais – é legítima, mas, por outro lado, demonstra a nossa falta de preparo para lidar com esse contexto, afinal, é preciso compreender que os discípulos de Cristo em todas as épocas da história do cristianismo tiveram adversidades a enfrentar, de modo que o atual cenário diverge de momentos passados somente na diferença na confrontação, assim, o período em que o cristianismo atual está inserido é simplesmente a continuidade de uma linha histórica onde a fé cristã sempre foi posta de lado. Como diz meu amigo e jornalista José San Martin, os cristãos da igreja primitiva eram jogados nas arenas para enfrentar os leões; e nós, do mesmo jeito, estamos a enfrentar alguns leões, não como aqueles, mas os leões da promiscuidade sexual, da intolerância religiosa, e da tirania da minoria contrária aos preceitos bíblicos

    Pois bem, vamos a algumas ponderações:

    Os tempos são trabalhosos, mas Deus já havia avisado!

    Inicialmente é preciso anotar que a igreja moderna não foi surpreendida acerca da forma como o mundo age. A Palavra de Deus há muito deixou registrado a descrição dos últimos dias. Jesus e os apóstolos, em várias referências bíblicas, descreveram, sob a inspiração do Espírito Santo, o panorama dos últimos tempos que antecederiam a volta de Cristo; dias esses que seriam caracterizados como tempos trabalhosos, com sinais de avareza, soberba, blasfêmia, desobediência, ingratidão, profanidade (2Tm. 3.1), pela proliferação dos escarnecedores e da concupiscência (2Pe. 3.3), bem como pela apostasia, onde o povo daria ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1Tm. 4.1), além de outras passagens que demonstram o tempo atual.

    Noutras palavras, as doenças desse nosso século (tema central das lições da EBD desse trimestre, comentada pelo Pr. Wagner Gaby) já haviam sido profetizadas pela Palavra.

    Somente os doentes precisam de cura

    Dentro dessa perspectiva, um dos grandes erros dos cristãos reside em não vermos os descrentes como pessoas que precisam de cura, cujas vidas foram atacadas pela epidemia do pecado e vivem à mercê do príncipe deste século. Ocorre que, erroneamente, estamos tentando confrontar o mundo, ao invés de apresentarmos a cura. Estamos querendo transformar o mundo, sem termos algo a oferecer, a não ser uma forma religiosa de vivência, caracterizada pelo igrejismo alienado. Parafraseado Nancy Pearcey (Verdade Absoluta), ao invés de criticar a cultura do mundo, precisamos produzir um cultura cristã, baseado nas sagradas escrituras.

    Jesus disse em Lucas 5:31 “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos”. Essas palavras de Cristo deveriam nortear a nossa compreensão acerca da mundo moderno, de modo que ao olharmos para os descrentes deveríamos ter a mesma compaixão que temos ao adentrar em um hospital e vislumbramos pessoas que estão sendo destinadas à morte (Jd. 1.23).

    Precisamos entender que esse mundo tão canceroso é quem precisa de cura. E é exatamente por esse motivo que Cristo morreu. Não podemos nos espantar com o tamanho do câncer, mesmo porque um dia fizemos parte dele. Resta-nos, simplesmente, promover a cura.

    “A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador”. Pv. 14:25

    Promovendo a cura

    Feitas essas considerações, vamos à sua resposta.

    Você indaga sobre como a igreja, ou o cristão, pode ser cura em meio a um mundo tão canceroso moralmente e espiritualmente.

    Para responder ao seu questionamento, de forma sucinta, digo que a atuação efetiva/eficaz do cristão no mundo deve se dar nos mesmos moldes do trabalho de um médico que está a tratar determinada patologia.

    * Habilitação: Capacitação do cristão para atuar como promotor da saúde espiritual

    Primeiro, o médico deve ter habilitação para atuar como profissional da saúde. Ele deve ter sido instruído e capacitado para desempenhar esse ofício. Enquanto estudante será ele levado a compreender o seu papel como agente de promoção da saúde da pessoa humana. Por óbvio, o médico a ninguém cura, ele simplesmente aplica ao paciente o tratamento necessário para o restabelecimento da sua saúde.

    Da mesma forma o cristão, precisa ter o conhecimento necessário para a promoção da saúde espiritual e moral do mundo. O cristão não cura, simplesmente apresenta a cura proporcionada pelo médico dos médicos: Cristo. Para isso, ele precisa estar habilitado para levar saúde espiritual àqueles que estão doentes, compreendendo, primeiramente, o verdadeiro papel da igreja no mundo, pois, uma má compreensão do seu propósito pode prejudicar toda sua atuação.

    Eis aqui o ponto em que muitas igrejas e cristãos tropeçam: não sabem qual o papel da igreja no mundo. A visão míope acerca do seu propósito pode deixar o trabalho da igreja aquém daquele esperado pelo Mestre. Na parábola das minas (Lc. 19.13, ss) o erro primordial do trabalhador que devolveu a mesma quantidade de mina ao Senhor, após tê-la guardada em um lenço, foi exatamente não ter compreendido o que ele deveria ter feito com ela. Ele imaginou que deveria tê-la deixado bem guardada, até que o proprietário voltasse. Ele não observou, porém, a palavra inicial do homem nobre: “Negociai até que eu venha”. Ou seja, produza frutos. Dê resultados!

    Compreender o cristianismo na sua totalidade é fundamental, como escreve Charles Colson & Nancy Pearcey “Entender o Cristianismo como um sistema total de vida é absolutamente essencial, por duas razões. Primeiro, no capacita a dar sentido ao mundo em que vivemos e assim ordenar nossas vidas mais racionalmente. Segundo, nos capacita a entender as forças hostis à nossa fé, equipando-nos para evangelizar e defender a verdade cristã como o instrumento de Deus de Deus para transformar a cultura” (E Agora, Como Viveremos, p. 34).

    * Diagnóstico: Análise dos problemas que infligem o mundo, por meio de uma leitura da sociedade com as lentes da Bíblia

    Uma vez habilitado e já no momento do tratamento, o médico inicialmente o diagnóstico do paciente. Esse é o período onde se fará a análise minuciosa do estado de saúde do indivíduo. Um diagnóstico mal feito resulta em tratamento desvirtuado.

    No aspecto espiritual, a igreja é chamada a compreender o mundo. Diagnosticá-lo. Fazer a sua leitura segundo as lentes da Bíblia. Nesse tom, o mundo, enquanto sistema, precisa ser visto como o campo missionário por excelência. Ele é como um campo de batalha, onde após os embates, sobram inúmeros soldados feridos. Nesse cenário, o cristão tem a possibilidade de se retirar do campo de batalha, na tentativa de sair ileso, ou então, levar consigo a maior quantidade possível de pessoas que precisam de ajuda médica.

    Há quem queira se retirar do campo de batalha antes da hora, em virtude do risco da guerra. Mas Jesus orou a Deus: “Não peço que os tire do mundo, mas que os livre o mal” Jo. 17.15. Noutras palavras, Cristo pedia para Deus não tirar os seus discípulos do campo de batalha, mas que os livrasse.

    * Tratamento: Ação transformadora no mundo pelo exercício da vida cristã

    Finalmente, após a sua habilitação e o diagnóstico do mundo, o cristão fará o tratamento do paciente. Essa, ao meu ver, é a parte mais difícil. Habitação e diagnóstico são atividades fáceis comparadas ao tratamento do paciente. Afinal, somente se aplica medicação em que a aceita. Ocorre que o mundo não aceita a injeção da salvação proporcionada por Cristo, para tentar amenizar o seu problema, o mundo toma aspirina para acabar com o câncer que lhe corrói. Ou seja, são ações que não resultarão em nada.

    Ao final você diz que “É bastante fácil enxergar a diferença que os cristãos fazem nas pequenas cidades, mas como fica o quadro nas grandes metrópoles?”

    Quanto ao isso, creio tratar-se de aspecto sociológico/antropológico. Quanto maior o grupo, menor será a sua susceptibilidade à influência de um grupo menor, isso porque, ao contrário das cidades menores, nos grandes centros a possibilidade da perda de identidade é bem mais comum em virtude da existência de um embate mais robusto entre cosmovisões distintas. Além do mais:

    Nas metrópoles, o distanciamento geográfico e a escassez de tempo faz com que a unidade da comunidade evangélica seja mitigada. Algo que não acontece nas pequenas cidades.

    Nas pequenas cidades, as ações dos ministérios cristãos são notórios à toda comunidade.

    Nas grandes cidades, as ações das igrejas são diluídas em um turbilhão de eventos e informações.

    Nas grandes cidades, o influência da igreja está completamente atrelada à influência do seu líder.

    Nas pequenas cidades, apesar da importância do líder, a igreja exerce grande influência por meio de seus membros.

    Nas grandes cidades, as atividades da igreja tem pouco impacto e repercussão.

    Na pequenas cidades, as atividades da igreja de igreja possuem maior repercussão.

    Não quero, com esses motivos, justificar a pouca influência dos ministérios cristãos nas metrópoles. Somente estou demonstrando alguns dos seus motivos, e a grande diferença entre pequenas e grandes cidades, o que requer, portanto, maior unidade da igreja .

    Por outra via, Paulo disse que havia feito tudo, para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. Tais palavras representam a vida dos cristãos nos últimos, onde farão de tudo para salvar alguns.Ocorre que mesmo fazendo de tudo, creio que a fé cristã, nos últimos dias, emergirá em declínio, afinal, segundo as escrituras, o amor de muitos esfriará.

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