PRESERVAR PARA O FOGO


Por José San Martín

Somente quem “não está nem aí” para as futuras gerações não se preocupa com a preservação da terra. Ou, na linguagem técnica, só quem não liga para o “desenvolvimento sustentável” deixaria de se interessar por questões como buraco na camada de ozônio, desmatamento da Amazônia, poluição de mares, extinção de baleias, pandas, tigres de bengala e outros animais. Ainda que preservar tenha virado moda, é uma moda necessária por que, como cristãos, não podemos deixar de lutar pela preservação, mesmo sabendo que o pecado condenou a terra à destruição pelo fogo (Gênesis caps. 3,6,7,8,9).

Evangélicos conservadores, principalmente nos EUA, não se engajam em campanhas de preservação por serem promovidas por organizações ligadas ao movimento espírita da Nova Era. São pessoas que não vêem a terra apenas como planeta, mas como “Gaia”, um organismo vivo, que possui alma e espírito! O fato é que a terra, apesar de não possuir alma, é viva geologicamente. Um exemplo é a movimentação das placas tectônicas, responsáveis por terremotos, maremotos, além das terríveis tsunamis. Logo, o “xis” da questão é a confusão entre criatura e Criador. Rejeitam o Criador e adoram a criatura. Preservacionismo panteísta.

No entanto, ainda que preservar o planeta não seja a missão primordial da Igreja do Senhor, o crente renascido dá mais valor à terra do que no tempo da ignorância às coisas de Deus. A Bíblia não aprova nosso descuido com o meio ambiente. “O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as Suas mãos fizeram. Cada dia fala dessa glória ao dia seguinte, e cada noite repete isso à outra noite”. Este Salmo 19 é uma prova de que nosso habitat-presente de Deus, é digno de ser zelado por todos os que amam ao Supremo Criador! Somos mordomos de tudo que recebemos dEle. Agredir a terra é agredi-lO!

Mas, como entender as cenas terríveis em 2 Pedro 3.10,12, “Os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?”. Meu amigo Zihad Ali, teólogo e físico, explica que Pedro se refere à fase final do “Dia do Senhor”, iniciado após o arrebatamento dos salvos. O apóstolo está olhando além da Grande Tribulação, Milênio… Vê a destruição dos atuais céus e terra. E enquanto estivermos aqui temos de preservá-la. Mesmo ouvindo o gemido da criação (Rm 8.22) a clamar por um basta à podridão moral, amemos a volta do Senhor (2Tm 4.8), anelemos pelos novos céus e terra que Ele estabelecerá em breve (Apocalipse 21). Vem, Senhor!

José San Martín Caminã Neto é jornalista e radialista

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